quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Games é a “art-form” da sala de aula do século 21

Educadores e experts em tecnologia educacional se reuniram na EduGaming Conference em Agosto

Jogos podem tornar-se tão onipresentes quanto cadernos e computadores na sala de aula

O impulso para a aprendizagem baseada em jogos ganhou seu ápice nos últimos anos, com livros que vinculam vídeo games à inteligência e escritórios federais que falam sobre jogos como Minecraft Edu.
Experts dizem que é importante notar que a aprendizagem baseada em jogos e a gamificação são duas tendências separadas. A aprendizagem baseada em jogos é um método de aprendizagem que se utiliza dos jogos atuais, enquanto a gamificação é a ideia de se utilizar mecânicas de jogos – como prêmios ou sistemas de bônus – em atividades que não estão diretamente direcionadas aos jogos.
“Eu acredito fielmente que é importante ter um repertório diverso de distribuição de recursos aos estudantes, porque uma criança é diferente da outra”, disse Paul Darvasi, professor de ensino médio no Canadá. “Eu uso literatura, filmes e ao menos um ou dois jogos por ano.”
Enquanto alguns estigmatizam os jogos como viciantes ou violentos, Darvasi encontrou um forma de integrar a jogabilidade na sala de aula. Seus alunos estão jogando o jogo interativo Gone Home, por um mês. O jogo solicita aos jogadores investigar uma casa para descobrir sua história na forma de uma história. Ele acredita que os estudantes são mais engajados porque o jogo é interativo, diferente de um livro.
“Video games é indiscutivelmente a forma de arte do século XXI”, disse Darvasi. “Eles abrangem elementos como drama, escultura, cinema e fotografia. Apesar de estarem se livrando de seus estigmas, vídeo games são pro século XXI o que o cinema foi para o século XX e a literatura pro século XIX.”
Tammie Schrader, ex-professor ligado ao Departamento de Educação, será o orador principal do EduGaming Conference. Hoje, ela atua como coordenadora de ciência da computação no NorthEast Washington Educational Service District em Spokane, Wash.
Schrader disse que está atuando para integrar a aprendizagem baseada em jogos em mais de 50 escolas no estado, porque ela viu os benefícios dos games quando um estudante seu do ensino médio, um garoto com autismo, dominou um jogo mais rápido do que seus outros colegas.
Scharder disse que mesmo sem jogar vídeo games, ela ainda pensa “é uma coisa maravilhosa para criar experiências de aprendizagem para as crianças.”
Enquanto muitos educadores concordam que a aprendizagem baseada em games é conducente para o ensino fundamental, Ryan Schaaf, professor assistente de tecnologia do Notre Dame of Maryland University, disse que ele vê os benefícios em todos os níveis escolares. Schaaf está para publicar seu terceiro livro sobre a utilização da jogos digitais na sala de aula.
Schaaf disse que um dos muitos benefícios de se utilizar jogos digitais na escola é que eles dão aos estudantes a oportunidade de trabalhar juntos e engajá-los com recursos que não seriam possíveis com livros. Ele espera inpirar mais professores para essa prática escolar.
“Eu quero lembrar os professores que as crianças de hoje são de uma cultura diferente,” ele disse. “Estudantes são digitais, uma geração sempre conectada. Eles estão sempre com seus dispositivos, e nós precisamos ajudá-los a encontrar um equilíbrio e usar estar ferramentas para aprender.”
“Usar games e gamificar a sala de aula tem o potencial para tranformar a aprendizagem para a geração digital.”, acrescentou Shaaf.

Traduzido por Sérgio Campelo do original Games are "art-form"of the 21st century classroom, por Darlene Aderoju, no site edscoop.com em 28.06.2016.

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