segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Projetos: Curso Game Design para Educadores

Jogos de Tabuleiro (Board Games) sobre teoria da cor e geografia. 
Clique no link abaixo para conhecer o conteúdo programático do Curso de Game Design para Educadores:

Desenvolva Board Games (jogos de tabuleiro) educativos para serem utilizados em sala de aula.








segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Gamificando a educação de nossos filhos | Gamecubo

Recentemente, almoçando com um amigo, estávamos discutindo sobre a educação de nossos filhos já na fase pós-adolescência. Ele estava dizendo que sua filha, de 19 anos, não colaborava em nada com os afazeres de casa. Ao retornar do trabalho, a encontrava do mesmo jeito que a tinha deixado de manhã: com um fone de ouvido de frente ao computador e a casa uma bagunça só. Reclamava bastante que ela não tinha nenhum senso de responsabilidade.

Responsabilidade adquire-se desde cedo. Lembro-me que, quando tinha 15 anos, meu pai levou-me para procurar meu primeiro emprego, de Office-boy em uma grande multinacional japonesa. Não tive escolha, quem escolheu foi meu pai. Foi meio que no “automático”, como se meu pai tivesse me dado corda. Dessa forma, assumi minhas primeiras responsabilidades, como controlar meus gastos com o dinheiro e ajudar nas despesas domésticas. Aos 18, já tinham uma certa autonomia. Obstáculos foram inseridos no meu caminho para que atingisse meu amadurecimento, como num jogo. Conforme passamos de níveis, vamos adquirindo novas ferramentas para enfrentar os desafios mais difíceis de nossa jornada até conquistarmos nosso objetivo.

Tenho um filho de 19 anos, ingressou no mercado de trabalho aos 17, como aprendiz. Sempre disse a ele, desde pequeno, que devemos conquistar nossos objetivos com esforço e dedicação. É uma conquista diária. Lembro-me que, quando ele tinha dez anos, compramos seu primeiro vídeo game, o brinquedo dos sonhos: um playstation 01. Combinamos assim: junte sua mesada que eu te ajudo. Gamificamos a relação: quanto mais moedas você acumular, mais bônus você vai ganhar, igualzinho ao Super Mario, não é verdade? Só que, em vez de salvar a princesa, você ganha seu vídeo game.

Obstáculos, desafios, moedas, bônus, são elementos encontrados no mundo dos jogos. São utilizados para entreter mas podem servir de ferramentas para auxiliar em muitas situações do nosso dia a dia. E educar nossos filhos dessa forma pode contribuir bastante para seu futuro, mas sempre é bom lembrar: quanto mais cedo entrarmos nessa aventura com eles, melhor, pois se começarmos muito tarde, muitos desafios e bônus terão sido perdidos, e haja moedas e ferramentas para acumular para tirarmos o atraso. Caso contrário: game over.

Sérgio Campelo é pedagogo, professor de Game Design e especialista em Gestão da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Novos projetos Curso Game Design









quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Não é só o Jô Soares que tem caneca bonita, não.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Palestra Fatec - Game Design

Conceitos fundamentais sobre a importância do design na criação de jogos digitais como recurso para o fortalecimento da interação entre usuário e máquina.

Público alvo: alunos da área de jogos digitais e demais interessados.








segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Estética, UX e UI em games

Game Design é a arte de planejar um jogo envolvendo mecânicas, dinâmicas e estética, com o intuito de criar e facilitar a interatividade entre jogo e jogador (game e player). Elementos como objetivos, desafios e regras devem fazer parte do planejamento de um jogo. O Game Designer é o profissional responsável por esse planejamento, e cabe a ele a função de criar a experiência pelo jogo. Experiências que sejam memoráveis, que possam ser lembradas posteriormente. São essas experiências que fazem um bom jogo. O Game Designer cria essas experiências por meio dos elementos que ele irá inserir no seu projeto. 
E o que é um jogo? Segundo Johan Huizinga, em seu livro Homo Ludens de 1938,  jogo é “uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana”. Katie Salen e Eric Zimmerman, quando escreveram Rules of Play em 2003, definiram jogo como “um sistema no qual os jogadores envolvem-se em um conflito artificial, definida por regras, que determina um resultado quantificável”.
A estrutura de um jogo é composta por:
- Restrição de alternativas: redução de possibilidades que, dando o poder de escolha ao jogador, proporciona um melhor engajamento;
- Objetivos: o motivo pelo qual inicio minha jornada;
- Interface: Espaço onde a interação entre humanos e máquinas acontecem. Seu objetivo é permitir uma efetiva operação da máquina por parte do usuário (usabilidade);
- Design Visual: a estética como elemento facilitador para a UX, a experiência do usuário;
- Personagens, cenário, trilha sonora: elementos que proporcionam uma efetiva inserção ao mundo do jogo.
Todos esses elementos reunidos sistematizam uma estética que devem fortalecer a experiência do usuário. Estética, do latim  aesthetica,  filos. , é o estudo das condições e dos efeitos da condição artística. Nos games, a estética é formada pelos elementos que darão estilo ao jogo: art style, efeitos de som, trilha sonora, formato do diálogo). As mecânicas dinamizam o jogo, e junto com a estética criam um sistema estético, dando-lhe identidade. Esse conjunto de elementos fortalecem a experiência do jogador com o jogo, cria a interface do usuário (UI), que deve ser intuitiva, fazendo com que o jogo se apresente ao jogador sem a necessidade de uma explicação prévia .
Abaixo, algumas dicas para uma boa interface:
1.         Deve ser convidativa e intuitiva;
2.         Informações devem ser claras e objetivas;
3.         Objetividade difere de facilidade;
4.         Beleza não significa fácil compreensão;
5.         Os elementos devem ser hierarquicamente acessíveis.

Faça os cursos da Formação de Game Designer:

Game Design: 18 horas
Storytelling: 18 horas
Design de Cenários: 39 horas

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Games é a “art-form” da sala de aula do século 21

Educadores e experts em tecnologia educacional se reuniram na EduGaming Conference em Agosto

Jogos podem tornar-se tão onipresentes quanto cadernos e computadores na sala de aula

O impulso para a aprendizagem baseada em jogos ganhou seu ápice nos últimos anos, com livros que vinculam vídeo games à inteligência e escritórios federais que falam sobre jogos como Minecraft Edu.
Experts dizem que é importante notar que a aprendizagem baseada em jogos e a gamificação são duas tendências separadas. A aprendizagem baseada em jogos é um método de aprendizagem que se utiliza dos jogos atuais, enquanto a gamificação é a ideia de se utilizar mecânicas de jogos – como prêmios ou sistemas de bônus – em atividades que não estão diretamente direcionadas aos jogos.
“Eu acredito fielmente que é importante ter um repertório diverso de distribuição de recursos aos estudantes, porque uma criança é diferente da outra”, disse Paul Darvasi, professor de ensino médio no Canadá. “Eu uso literatura, filmes e ao menos um ou dois jogos por ano.”
Enquanto alguns estigmatizam os jogos como viciantes ou violentos, Darvasi encontrou um forma de integrar a jogabilidade na sala de aula. Seus alunos estão jogando o jogo interativo Gone Home, por um mês. O jogo solicita aos jogadores investigar uma casa para descobrir sua história na forma de uma história. Ele acredita que os estudantes são mais engajados porque o jogo é interativo, diferente de um livro.
“Video games é indiscutivelmente a forma de arte do século XXI”, disse Darvasi. “Eles abrangem elementos como drama, escultura, cinema e fotografia. Apesar de estarem se livrando de seus estigmas, vídeo games são pro século XXI o que o cinema foi para o século XX e a literatura pro século XIX.”
Tammie Schrader, ex-professor ligado ao Departamento de Educação, será o orador principal do EduGaming Conference. Hoje, ela atua como coordenadora de ciência da computação no NorthEast Washington Educational Service District em Spokane, Wash.
Schrader disse que está atuando para integrar a aprendizagem baseada em jogos em mais de 50 escolas no estado, porque ela viu os benefícios dos games quando um estudante seu do ensino médio, um garoto com autismo, dominou um jogo mais rápido do que seus outros colegas.
Scharder disse que mesmo sem jogar vídeo games, ela ainda pensa “é uma coisa maravilhosa para criar experiências de aprendizagem para as crianças.”
Enquanto muitos educadores concordam que a aprendizagem baseada em games é conducente para o ensino fundamental, Ryan Schaaf, professor assistente de tecnologia do Notre Dame of Maryland University, disse que ele vê os benefícios em todos os níveis escolares. Schaaf está para publicar seu terceiro livro sobre a utilização da jogos digitais na sala de aula.
Schaaf disse que um dos muitos benefícios de se utilizar jogos digitais na escola é que eles dão aos estudantes a oportunidade de trabalhar juntos e engajá-los com recursos que não seriam possíveis com livros. Ele espera inpirar mais professores para essa prática escolar.
“Eu quero lembrar os professores que as crianças de hoje são de uma cultura diferente,” ele disse. “Estudantes são digitais, uma geração sempre conectada. Eles estão sempre com seus dispositivos, e nós precisamos ajudá-los a encontrar um equilíbrio e usar estar ferramentas para aprender.”
“Usar games e gamificar a sala de aula tem o potencial para tranformar a aprendizagem para a geração digital.”, acrescentou Shaaf.

Traduzido por Sérgio Campelo do original Games are "art-form"of the 21st century classroom, por Darlene Aderoju, no site edscoop.com em 28.06.2016.